Situa-se na Freguesia da Coelhoso, Concelho e Distrito de Bragança.

O primeiro alvará foi concedido a Jeremi Girod e Damião Lopes em 1868, passando em 1927 a Compagnie Miniére de la Ribeira a ser a sua legitima concessionária. Em 1948 é transmitida para a Companhia Minas, Minérios e Metais (Lage, 2000).
Na chegada às minas da Ribeira aguarda-nos o silêncio de montes abandonados. No terreno, pode-se ainda encontrar vestígios da antiga exploração. Bairros, oficinas, algumas máquinas abandonadas e objectos, que dão a perceber a agitação que por ali se viveu (Lage, 2000).

Esta mina, com cerca de 150 anos de história, tem muitas memórias colectivas, continuando bem no centro das atenções da comunidade local. O volfrâmio foi a sua principal riqueza, teve altos e baixos na exploração e à semelhança de todas as outras minas, conheceu durante a II Guerra Mundial o seu momento áureo, onde chegou a empregar cerca de 2000 assalariados. Por esta altura, eram tantos os trabalhadores das minas que foi necessário abrir uma escola, respondendo deste modo à vontade dos mineiros em dar educação aos seus filhos (Lage, 2000).

A verdade, é que existia uma comunidade mineira, forte, coesa e organizada, onde nada lhes faltava. São estas memórias que se pretende preservar; histórias vividas na vida rude da mina, mas que ilustram o dia-a-dia, de quem por ali passou. Tempos áureos, pleno de histórias míticas que acentuam as dificuldades da desertificação actual, já que aldeia foi palco de dias de grande abastança (JFC, 2011).

É vontade da população local, recuperar as suas minas, dando-lhe um aproveitamento turístico, tentando desta forma contrariar a desertificação de que a aldeia tem vindo a verificar.

“A mina é funda…descia-se por esta jaula…e saíam lá em baixo, do outro lado ao pé do rio e das hortas…quando saíam da mina iam para lá trabalhá-las…isto aqui era o gabinete médico…esta maquina de tirar radiografias ainda há pouco tempo funcionava…deixaram isto tudo assim estragado…” [1º Entrevista em Argozelo. Cipriano e capataz J.L.Martins, o “Zé Pedreiro” de alcunha. Minas de Argozelo e Minas da Ribeira, Abril e Outubro de 1998] (Lage, 2000: 198).

Mapa das Minas